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Investidores Apostam na Maior Divergência Inflacionária entre EUA e Europa desde 2022

Investidores Apostam na Maior Divergência Inflacionária entre EUA e Europa desde 2022
Investidores Apostam na Maior Divergência Inflacionária entre EUA e Europa desde 2022

Katherine Buso (*)


Os mercados financeiros estão testemunhando uma das maiores divergências inflacionárias entre os Estados Unidos e a zona do euro desde 2022.


Enquanto a inflação nos EUA deve permanecer elevada, impulsionada por tarifas comerciais e crescimento econômico robusto, a Europa enfrenta pressões deflacionárias devido à queda nos preços da energia e ao crescimento econômico mais lento.


Essa disparidade está levando os investidores a ajustarem suas estratégias, mas nem todos os movimentos do mercado refletem plenamente essa tendência.


A Divergência Inflacionária em Números


De acordo com os mercados de swaps de inflação, a inflação dos EUA, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI), deve ficar em torno de 2,8% nos próximos dois anos. Em contraste, a inflação na zona do euro é projetada para cair para 1,9% no mesmo período. Essa diferença de quase 1 ponto percentual é a maior desde o início de 2022 e reflete caminhos econômicos distintos entre as duas regiões.


Nos EUA, a inflação atual é de 3%, enquanto na zona do euro está em 2,5%. Apesar de ambas as regiões verem uma desaceleração nos preços, a queda é mais acentuada na Europa. Essa divergência é impulsionada por fatores como políticas comerciais, crescimento econômico desigual e mudanças nos preços da energia.


Fatores que Impulsionam a Inflação nos EUA


A inflação nos EUA deve permanecer mais alta do que na Europa devido a uma combinação de crescimento econômico robusto e políticas comerciais protecionistas. O presidente Donald Trump anunciou planos para impor tarifas sobre importações, o que tende a aumentar os preços domésticos. Além disso, a economia dos EUA cresceu cerca de 12% desde o início da pandemia, em comparação com apenas 5% na zona do euro.


"Tarifas são um choque único no nível de preços, mas, em um ambiente de alta inflação, as empresas descobriram que têm poder de precificação", explicou Blerina Uruci, economista-chefe da T. Rowe Price. Isso significa que os aumentos de preços causados pelas tarifas podem ter um efeito prolongado, mantendo a inflação elevada por mais tempo.


A Queda da Inflação na Europa


Na Europa, a inflação está caindo mais rapidamente, impulsionada pela queda nos preços da energia. As negociações de Trump com a Rússia para um possível acordo de paz na Ucrânia reduziram as tensões geopolíticas, levando a uma queda de 30% nos preços do gás natural desde meados de fevereiro. Como o gás natural é um dos principais impulsionadores da inflação na zona do euro, essa redução tem um impacto significativo nos preços ao consumidor.


Além disso, o crescimento econômico mais lento na Europa, em comparação com os EUA, contribui para uma pressão inflacionária menor. A economia europeia ainda não se recuperou totalmente dos impactos da pandemia e da crise energética, o que limita o aumento dos preços.


O Impacto nos Mercados de Títulos


Apesar da divergência inflacionária, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caíram em relação aos títulos europeus nas últimas semanas. Isso ocorre porque os investidores estão preocupados com sinais de desaceleração econômica nos EUA, como a queda recente em indicadores de confiança do consumidor.


Além disso, a expectativa de que os governos europeus precisarão aumentar os gastos com defesa, possivelmente por meio de empréstimos conjuntos, também está influenciando os mercados de títulos. O diferencial entre os rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA e da Alemanha caiu para 182 pontos base (bps), o menor nível desde novembro.


Perspectivas para o Dólar e o Euro


A divergência inflacionária e as mudanças nas expectativas de política monetária estão impactando as moedas. O dólar enfraqueceu recentemente, com o euro subindo para US1,05,anteummıˊnimodemaisdedoisanosdeUS1,05,anteummıˊnimodemaisdedoisanosdeUS 1,01 no mês passado. No entanto, alguns analistas são cautelosos em relação a uma recuperação sustentada do euro.


"Precisamos ver uma resolução das incertezas comerciais e dos ventos contrários antes de sermos mais otimistas em relação à zona do euro", disse Samuel Zief, estrategista-chefe de câmbio global do JPMorgan Private Bank.


Conclusão


A divergência inflacionária entre os EUA e a Europa é um dos temas mais importantes nos mercados financeiros atualmente. Enquanto os EUA enfrentam pressões inflacionárias persistentes, a Europa lida com uma queda nos preços da energia e um crescimento econômico mais lento. Essa disparidade está moldando as expectativas dos investidores e influenciando os mercados de títulos e câmbio.


No entanto, os investidores devem estar atentos a outros fatores, como políticas comerciais, gastos com defesa e dados econômicos recentes, que podem alterar o cenário rapidamente. Enquanto isso, a inflação moderada e as expectativas alinhadas com as metas dos bancos centrais oferecem algum conforto em meio à volatilidade do mercado.


(*) Especialista em Economia e Assuntos Internacionais, Graduada com mérito acadêmico pela Faculdade de Economia da Universidade Armando Álvares Penteado (FAAP-SP) em 2014. Pós-graduada em Estatística pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Chile). Consultora Editorial na Ciência Capital. Colunista Internacional na Rádio Alta Potência. Colunista Internacional na Rádio Agro Hoje. CEO de Business Intelligence na BlueBI Solution em São Paulo.

Instagram: @bluebisolution.

WhatsApp: +56 98484-9704












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